Se perguntarmos
todos os meses a uma criança o significado da palavra "vida" e o registarmos num
papel, provavelmente iremos surpreender-nos daqui a alguns anos com a quantidade
de respostas que essa criança foi dando.
Vemos a criança crescer na roupa que deixa de servir, nos
brinquedos com os quais já não brinca, no modo de reagir, na independência que
vai adquirindo e mais ainda nos seus PENSAMENTOS.
Nenhum de nós se lembra certamente
de como aprendeu "a viver"...terá sido nas experiências pelas quais passou?
Terá
sido nos momentos bons? Nos momentos maus?
Provavelmente nunca teremos resposta para isso...desde
crianças que estamos sempre a assimilar conhecimento, e sabe Deus o que
aprendemos nos primeiros anos de vida!
E é sobre esses LINDOS primeiros anos que se vai desenrolar este Blog. Sobre
essa maravilha que é crescer e aprender "a viver" :
Enquanto comprava o jantar (que me acompanha agora) a M. também esperava pelo seu, ao lado da mãe (?)... Contava uma história onde havia salada e de quando em vez introduzia um tema musical... a seguir falava em sandes e vinha mais um tema musical...
É tão bom sonhar acordado e criar mundos cor-de-rosa a todo o minuto...
"Quero falar com o meu papá" . . . Ou a a idade dos porquês
"Ahhh, quero falar com o meu papá Papá preciso muito de falar contigo
[Refrão] Está lá, Está lá Quero falar com o meu papá Quem está lá? Quem quer falar?(bis) É a LILI! LILI quem? É a LILI! Falar com quem? Com o papá e mais ninguém
Papá Papá Papá Liguei p'ra te falar Papá há certas coisas Que eu ando a pensar A minha idade é dos porquê's Papá diz lá como se fazem os bebés Porque razão a chuva cai? E onde é que a Lua durante o dia vai?
[Refrão]
Estás a ouvir com atenção? Não desligues papá Ainda não acabei
Diz lá como é possível o avião voar! Como é que um navio consegue flutuar? E as estrelas? Falam entre elas? Porque é que as flores, são as mais belas? Porque não fala o nosso cão? Eu falo com ele e ele só me diz "ão, ão"
[Refrão]
Papá Papá Papá Quem é o Pai NAtal? E, afinal papá, O Sol faz bem ou mal? Como é que as abelhas fazem o mel? São de algodão as nuvens ou de papel? Porque assobia no quadro o pau de giz? E ao pé de ti papá sou tão feliz!!!"
"Na praia, a mãe lê o jornal e a Maria entretem-se a folhear distraidamente o suplemento que deve ser menos interessante para ela que os seu livros da 3ª classe. A determinada página, lê algo com mais atenção e pergunta: -Mãe, há quanto tempo está o Iraque em guerra?"
...
Não deveriam existir dicionários com palavras rasuradas ou cobertas por traços azuis até se "ser grande"?
Vou no autocarro e a mãe senta-se ao lado com o Marquinhos ao colo. Impossível de me deixar sossegadinha no meu canto, fecho o jornal e coloco-o na pasta. É inevitável meter-me com ele, fazer-lhe “um cúcú”, uma festinha na mão, uma coçeguinha no pescoço, “um tlim-tlão” na ponta do nariz só para me deleitar com um sorriso lindo que ele esboça do alto dos seus 18/20 meses. De repente o sorriso pára e dá lugar a uma atenção exagerada sobre a minha orelha esquerda; Pois... o MP3 que ia ligado na Comercial assim continua. Com saudades do sorriso maroto, passo-lhe o auricular para a mão, ele olha muito atento e leva-o à sua orelha...do lado de lá alguém fala e ele deixa de sorrir para rir à gargalhada...afasta-o do ouvido e olha para trás para ver para onde foi o som, volta a encostá-lo e ri-se novamente, afasta-olha-encosta-ri-se, e vai nisto até ao destino final. Da janela digo-lhe adeus e ele retribui; eu perco parte do programa da manhã mas vou tão bem disposta como o se o tivesse ouvido do início ao fim.
Estão na sala de espera do consultório Na paragem do autocarro No elevador No parque Algures...
Também lá está um menino(a) também ele à espera de qualquer coisa, Olham um para o outro do lugar onde estão, Olham mais uma vez e sorriem, Olham, Riem...
Há sempre um que acaba por se levantar da cadeira e vai ter com o outro, Diz "queres brincar?" "Quantos anos tens"? Ou qualquer outra coisa que surja na altura, Por vezes não dizem nada... Começam a brincar...
Amigo anda para aqui...
Falam de tudo e de nada, brincam e riem, mostram os brinquedos que trazem, dizem "aquela é a minha mãe", tornam-se inseparáveis por momentos.
Amigo amigo olha eu tenho este beyblade é o dragoon!
Quando o doutor chama, o autocarro chega, o elevador pára, ou são horas de ir para casa, dizem adeus um ao outro e despedem-se como se o próximo encontro fosse já amanhã...
Adeus amigo...adeus! - Então filho, não perguntaste o nome ao menino? - Olha...esqueci-me! Mas não faz mal... ... E pensar que ao conhecermos alguém a primeira coisa que fazemos é estender a mão direita e dizer qualquer coisa como: "-Dra.Isabel Carrilho, do departamento de recursos humanos." e partir daí... Doutor para ali, doutor para além...
Quem dera que fosse mais fácil chamarmos amigos a quem encontramos...
que já gatinha que se farta, que se empoleira nas prateleiras, que atira os vídeos e os dvs's do papá ao chão e depois sorri com o sorriso mais lindo (e malandro) do mundo, que quer estar sentadinha ao computador, a observá-lo ou a teclar também
está LiNDéRRiMaaaa ... Eu- Quase dez meses...ainda parece ter sido há tão pouco tempo o dia em que te fui buscar a ti e à mamã à maternidade... A mãe - Pois foi...era tão pequenina e agora está tão grande e traquina... Tu- ararararararaiihhiihh
que em bebéguez deve querer dizer qualquer coisa como - Vá lá vá lá...não se ponham com pieguices que eu sei que sou muito linda...
"Olha o piolhinho já dobra o riso...que amor!" - diz a avó. "Ahahah...e o riso é tão contagiante" - completa o pai. "Olha...sorriu para mim!" - sussura a tia. "Como é que um ser tão pequenino é capaz de nos fazer rir tanto, até às lágrimas?" - questiona-se o avô. "Faço essa pergunta a mim mesma, todos os dias"- confessa entredentes a mamã.
... (Podem passar o mouse por cima dos piquenos....e sorrir)
Fazem-nos tão felizes as crianças! Não precisam de falar para nos fazer sorrir, não precisam dizer nada para nos afastar a tristeza... Quem disse que o Amor não tem palavras decerto tinha um bebé ao colo...não acham?